Há locais que são ainda mais sagrados do que aparentam. Esse é também o caso da Capela dos Ossos em Évora.
São imensas as pessoas que visitam diariamente a Capela dos Ossos, tornando-a assim numa das atrações mais conhecidas de Évora. A fama deve-se essencialmente ao facto das paredes interiores da capela estarem revestidas com ossos humanos. Realmente é algo fora do comum.
Os ossos foram colocados na capela devido à falta de espaço nos cemitérios, mas a simbologia e o poder energético deles torna tudo mais interessante.
Que mistérios guarda a Capela dos Ossos?
O local exato onde fica atualmente a Capela dos Ossos sempre foi sagrado. O local era sagrado muito antes de lá existir qualquer construção. Muito antes dos muçulmanos lá estarem, muito mais ainda anteriormente à construção do Convento de São Francisco (onde foi posteriormente construída a capela). Existem muitos locais no mundo que pulsam com energia pura, locais em que a vibração planetária está profundamente estável. Por incrível que pareça, estes locais acabam sempre com a construção de algum templo religioso ou igreja. Sábios e mestres começam por se dirigir ao local em meditação e conexão. Por vezes, realizam oferendas nesses mesmos locais. Posteriormente, várias pessoas começam então a peregrinar para esses espaços sagrados para orarem e realizarem pedidos ou promessas. Aqueles que eram espaços sagrados tornaram-se assim, também, espaços de culto. A população já considerava aquele local como divino e mágico e, portanto, era fácil construir lá uma igreja para perpetuar a prática espiritual que já existia. Na Europa então era muito frequente, especialmente pelo cristianismo, a construção de igrejas sobre locais sagrados, quer já lá houvesse outros santuários ou não. Esta era uma forma de aproveitar o valor simbólico já existente daqueles locais. Antes daquele espaço, em Évora, ter uma capela construída, já era abençoado, puro e expansivo.
Situa-se no Alentejo, mais propriamente no local da Capela dos Ossos, um dos maiores portais energéticos da Europa. Um portal energético é quase como uma ponte interdimensional. Visitam a capela e utilizam aquele portal vários seres e mestres. É um espaço muito apreciado e adorado não só pelos que usufruem fisicamente da Terra.

Porquê os ossos?
Num local que pulsa com pureza, tudo pode servir para intensificar ainda mais a sua mensagem divina. O espaço, por si só, é como se fosse um messias. Um guru que lá está, em silêncio, preparado para nos receber e nos entregar uma preciosa ferramenta de evolução.
Dentro da capela, há um enorme contraste entre a cor branca dos ossos e a cor dourada presente em elementos e detalhes decorativos. Ouro versus ossos seria uma forma maravilhosa de descrever a missão espiritual daquele local.
É frequente entrarmos numa igreja ou capela e nos virmos cercados pela cor dourada. Em alguns locais, as igrejas e os templos são mesmo embelezados com ouro. Damos então por nós num mar religioso de ostentação. A mente humana associa rapidamente a riqueza a felicidade, poder e alegria. O ouro (ou a cor dourada) serve também para criar impacto. Afinal, é uma cor que não é propriamente comum. Não vemos a cor dourada nas flores do nosso jardim ou nos pássaros que nos aparecem na varanda. Usa-se então o dourado nas vestes, nos cálices, nos altares… enfim. É uma cor que parece querer marcar algo que não é comum. Mais importante, quer remeter-nos para algo que não é mundano. Se não é mundano, é sagrado, divino.
Temos então mais do que o contraste entre o dourado e o branco. Temos, mentalmente, o contraste do divino com o mundano. Isto cria um paradoxo. As religiões, com um ênfase para a cristã, sempre procuraram Deus. Nós temos corpo, estamos sujeitos às limitações da carne e, por isso, pecamos. Precisamos então de procurar Deus para humildemente nos arrependermos e aguardarmos por perdão. Parece-nos então que somos tão pouco, tão pequenos, tão fracos e miseráveis. Somos, também, dispensáveis. E a consequência? É ficarmos cada vez mais dependentes da nossa mente, do nosso ego. Cada vez mais infelizes e desconectados de nós mesmos. Deus está lá fora, no céu, e é inalcançavél. Eu não sou digno de o alcançar. Ele é perfeito, um ser superior. Eu sou um corpo, ele é plenitude. Eu não tenho poder algum, mas Deus é todo poderoso.
E rapidamente associamos a cor dourada a poder. Porque a associamos a Deus. E associamos Deus à religião. Só não compreendemos o que é verdadeiramente o poder. Na Capela dos Ossos não mora apenas um grande portal energético, mora um grande portal de energia dourada. E a energia dourada é uma energia totalmente maternal e também a energia do poder. É estranho a palavra mãe e poder caberem na mesma cor energética, certo?! Mas aí é que está. O verdadeiro poder é maternal. Não se trata de riqueza externa ou posses. Quem diria que os ossos seriam menos mundanos que a nossa busca incessantemente pelo ter? O real poder consiste num amor puro por tudo e todos, como as mães têm pelos seus filhos. Quando o nosso campo energético está coberto de dourado (que simboliza a consciência), então olhamos para todos quase como se nossos filhos fossem, compreendendo as limitações de cada um e amando indiferentemente.
Os ossos são sagrados. Nós não somos o nosso corpo. O nosso corpo são apenas ossos, sangue e carne, é verdade. O nosso corpo é finito. Tu és a consciência pura, ilimitada, infinita e sem forma que permite que esse corpo exista. Mas essa consciência que és jamais permitiria que vejas o corpo (ou o mundano) como algo mau ou inferior. É o corpo e as experiências que ele te traz que te permitem descobrir tudo aquilo que não és e, assim, descobrir quem verdadeiramente és. Aqueles que subiram a escada e se encontram no seu topo jamais diminuiriam ou procurariam excluir os seus degraus. Afinal, foram eles que nos permitiram a sabedoria que hoje temos. O corpo não deve ser diminuído ou rejeitado, devemos usá-lo em amor sabendo que ele é uma consequência da nossa existência. Eu existo, por isso tenho um corpo — esta é a realidade. Eu tenho um corpo, por isso existo — esta é a ilusão que nos traz sofrimento.
Se pudesse resumir os ensinamentos (ou vibrações) daquele local, dir-te-ia:
Deus não é inalcançavél, é inevitável.
Deus não é incomum, é tudo o que existe.
Deus não está fora de ti, está em ti e em todo o lado.
Há quem não se sinta bem num local tão sagrado?
É frequente haver quem visite a Capela dos Ossos e se sinta desconfortável. Todo o local nos fala de morte e aqueles que não estão verdadeiramente vivos não conseguem estar em paz com a morte. Parece-nos que ela é o fim. E é… o fim do corpo. Nós já cá estávamos antes dele e por cá ficaremos depois. O ouro não nos deixa desconfortáveis (só se for por sermos pobres, vá), mas parece que os ossos sim. É que o ouro remete-nos quase que ao topo da existência e os ossos levam-nos para o de mais finito que há. Mal nós sabemos que é através do finito, do que acaba que podemos mais facilmente percepcionar aquilo que é infinito, eterno. Quem está vivo percebe que a morte está sempre presente. Isso não assusta. Faz-nos ficar ainda mais presentes, ainda mais vibrantes, ainda mais amorosos, ainda mais vivos.
Há também quem lá vai e nada sente. Os primeiros estão quase vivos, já estes costumam já não o estar de todo. Estão resistentes, sem abertura à vida. À vida que são. À vida que é. De qualquer forma, a ida a um local sagrado como este é sempre uma benção e atua sempre no nosso campo energético. Aqueles que estão mais conscientes, beneficiam mais. Por isso é que a consciência é uma dádiva. É uma fonte inesgotável.
Que Raio Cósmico incide naquela região?
O Alentejo possui a incidência do grande raio rubi português. Como é que um raio tão terreno permite a existência de um portal dourado tão etéreo? Porque é impossível separar. Aquilo que de mais denso existe permite-nos descobrir mais profundamente o que é etéreo. Só quando descubro totalmente os limites do corpo é que mergulho no ilimitado da consciência.
Daí o raio rubi ser igualmente conhecido como rubi-dourado. O denso e o súbtil não são opostos que se separam, são complementares que se unem.
Quando e se visitares a Capela dos Ossos, permite-te descobrir o sagrado no que há de mais simples e humano, como os ossos tão bem simbolizam. Essa é a porta de acesso ao divino.






